Repositórios e GitHub Actions · Exploração confirmada

GhostAction: 22.964 repositórios visados, 1.792 contas comprometidas e tokens reutilizados

· 2 min de leitura

A campanha GhostAction compromete contas de mantenedores no GitHub para injetar workflows falsos que roubam segredos do Actions e credenciais de todo o histórico Git. Pesquisadores ampliaram o alcance para 22.964 repositórios visados, mais de 72.000 commits maliciosos e 1.792 contas comprometidas, com cinco famílias de payload e tokens roubados ainda reutilizados, segundo o The Hacker News. Não há patch: revogue tokens e segredos, remova os arquivos maliciosos e trate sua presença como invasão confirmada.

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Neste artigo
  1. O que aconteceu
  2. Por que importa
  3. O que fazer
  4. Para o time técnico
  5. Linha do tempo
  6. Fontes

O que aconteceu

Ataques contínuos comprometeram contas de desenvolvedores no GitHub e usaram esse acesso para injetar rotinas de automação maliciosas em milhares de repositórios, roubando senhas e chaves de acesso a sistemas de nuvem. Pesquisadores citados pelo The Hacker News ampliaram os números: 22.964 repositórios visados, mais de 72.000 commits maliciosos e 1.792 contas comprometidas, com cinco famílias de payload. Um segundo estágio atinge o computador do desenvolvedor pelo VS Code, rouba credenciais e instala execução remota de comandos do atacante a cada cinco minutos.

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Por que importa

Toda credencial configurada no repositório e qualquer senha gravada no histórico Git, mesmo as removidas depois, foi oferecida ao atacante, segundo a StepSecurity, que recomenda tratar a presença do arquivo malicioso como invasão confirmada. O repositório uber/athenadriver e o projeto pyxel foram atingidos, e o The Hacker News relata que tokens roubados continuam sendo reutilizados. Credenciais de publicação de pacotes roubadas permitiriam lançar versões falsas de software confiável, afetando todos que dependem dele.

O que fazer

Revogue imediatamente todos os tokens, chaves e senhas de repositórios acessíveis por contas comprometidas, incluindo o que aparecer no histórico Git. Ordene remoção dos arquivos maliciosos (security-audit.yml, github_actions_security.yml.vscode/tasks.json e public/fonts/fa-solid-400.woff2) e busca pelos indicadores publicados, como o IP 193.32.204.199 e o marcador AKIA_CTX_START. Trate cada achado como invasão confirmada e examine as máquinas dos desenvolvedores.

Para o time técnico

Afetados
Repositórios e GitHub Actions (campanha GhostAction; 22.964 repositórios visados, 72.000+ commits maliciosos, 1.792 contas comprometidas, 5 famílias de payload) · Repositórios onde contas comprometidas tinham escrita; sem falha própria do produto GitHub. Onda de 8 de outubro de 2026: 346 repositórios, incluindo uber/athenadriver e kitao/pyxel, sendo 318 sob henrywoo (39 próprios e 279 forks) e 27 sob kitao (Socket); GitGuardian registra a onda de 8 a 12 de outubro de 2026. Segundo estágio: 1.279 repositórios de 411 contas até 26 de outubro, sendo 1.230 com o conjunto completo e 114 sem o workflow do estágio 1 (OpenSourceMalware). Totais segundo o The Hacker News: 22.964 repositórios e 1.792 contas.
Exploração
Exploração ativa e confirmada em escala. O log de uber/athenadriver mostra o servidor do atacante acusando o recebimento 4 segundos após o início do workflow (StepSecurity). Socket identificou mais de 500 contas que cometeram o workflow em dezenas de milhares de repositórios desde 7 de outubro de 2026, incluindo contas de organizações. The Hacker News: tokens roubados seguem sendo reutilizados. Socket não observou pacotes maliciosos publicados no PyPI ou crates.io até 9 de outubro de 2026. Em 9 de outubro, o workflow ainda estava na branch padrão de uber/athenadriver e kitao/pyxel.
Correção
Sem correção de produto. Revogue todos os tokens e segredos expostos, incluindo credenciais presentes no histórico Git, e remova .github/workflows/security-audit.yml.github/workflows/github_actions_security.yml.vscode/tasks.json e public/fonts/fa-solid-400.woff2. Remova o cron job marcado #ghc2 nas máquinas de desenvolvimento. StepSecurity: workflow Security Audit ou Github Actions Security aparecido desde 31 de agosto de 2026 deve ser tratado como invasão confirmada, pois beacona a cada execução mesmo sem achar nada. Consultas publicadas no github.com/search: 'AKIA_CTX_START' path:.github/workflows, 'c=monami', '193.32.204.199' path:.github/workflows, e variantes org:.
Vetor
Comprometimento de contas de mantenedores, provavelmente com tokens pessoais vazados em logs de infostealer (StepSecurity), seguido de commit direto na branch padrão, sem PR nem revisão, de workflows falsos (security-audit.yml, github_actions_security.yml) que rodam a cada push sem filtro e via workflow_dispatch. O workflow coleta os segredos nomeados do Actions (nomes exatos templados após reconhecimento), varre a árvore de trabalho e todo o histórico Git (fetch-depth: 0, 13 padrões de credenciais, contexto de chaves AWS AKIA/ASIA) e envia tudo em um único POST por HTTP simples a um IP fixo. Segundo estágio: .vscode/tasks.json com runOn folderOpen executa node ./public/fonts/fa-solid-400.woff2, falso arquivo de fonte em Node.js que lê oito arquivos de credenciais (.aws/credentials.pypirc.npmrc.git-credentials.netrc.claude/.credentials.json.gemini/oauth_creds.json.kube/config), chaves SSH id_rsa e id_ed25519 completas, variáveis de ambiente AWS_, ANTHROPIC, OPENAI, HF_TOKEN, GITHUB_TOKEN, e instala cron job que baixa e executa comandos do servidor a cada cinco minutos.
Mais detalhes
Cadeia em quatro etapas: comprometimento de conta, reconhecimento dos nomes exatos de segredos usados nos workflows, injeção direta na branch padrão sob a identidade legítima da vítima (commits sem assinatura, mensagem 'Add security audit workflow') e exfiltração via curl em HTTP simples. O endpoint de exfiltração mudou dos domínios de setembro de 2025 (45.139.104.115) para o IP 193.32.204.199, observado na campanha desde pelo menos 4 de setembro de 2026 e em honeypot um dia antes. A campanha original, documentada pela StepSecurity em setembro de 2025, roubou mais de 3.000 segredos em 817 repositórios de 327 desenvolvedores. O segundo estágio via VS Code copia técnica do campaign PolinRider, atribuído à Coreia do Norte e descoberta por Thijs Xhaflaire (Jamf Threat Labs) em janeiro de 2026; sem IOCs compartilhados com malware da RPDC, OpenSourceMalware o rotula como copycat.

Indicadores (IoCs)

  • 193.32.204.199:3000/api/workflow/receive?inj=<id>
  • AKIA_CTX_START
  • c=monami
  • .github/workflows/security-audit.yml
  • public/fonts/fa-solid-400.woff2
  • bold-dhawan.45-139-104-115.plesk.page
  • carte-avantage.com
  • 45.139.104.115

Linha do tempo

  1. Pesquisadores ampliam o alcance da campanha: 22.964 repositórios visados, mais de 72.000 commits maliciosos e 1.792 contas comprometidas.

  2. GitGuardian documenta nova onda de GhostAction contra centenas de repositórios.

Fontes 6 fontes

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