Ilustração: Cursor confirma backdoor em extensão Claude Code; até 5 mil afetados
Anthropic Extensão Claude Code para VS Code… · Exploração confirmada

Cursor confirma backdoor em extensão Claude Code; até 5 mil afetados

· 4 min de leitura

Cópias adulteradas da extensão Claude Code para VS Code (versões 2.1.312 e 2.1.313, não desenvolvidas pela Anthropic) foram publicadas no marketplace do Cursor por cerca de 11 horas em 29 de outubro e instalavam um backdoor SSH persistente; o Cursor confirma impacto a no máximo 5.000 usuários. O mercado foi suspenso e reaberto após limpeza, todas as chaves foram giradas e o servidor dos atacantes foi tirado do ar com o provedor de nuvem; a Anthropic publicou a versão limpa 2.1.314. Atualize para 2.1.314 e, em quem instalou as versões maliciosas, remova a chave SSH do atacante e os scripts de persistência, pois só atualizar ou desinstalar não limpa a máquina.

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CríticaCadeia de suprimentosExploração confirmadaCorrigido
Neste artigo
  1. O que aconteceu
  2. Por que importa
  3. O que fazer
  4. Para o time técnico
  5. Linha do tempo
  6. Fontes

O que aconteceu

Uma cópia adulterada da extensão Claude Code para VS Code foi publicada no marketplace do Cursor e instalava um backdoor SSH persistente. O Cursor confirma impacto a no máximo 5.000 usuários; as versões 2.1.312 e 2.1.313 ficaram disponíveis por cerca de 11 horas em 29 de outubro. A extensão maliciosa não foi desenvolvida pela Anthropic e os canais oficiais não foram afetados, segundo a empresa.

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Por que importa

A extensão rodava com as permissões do IDE e do usuário, com acesso imediato a arquivos locais, código-fonte e ferramentas de desenvolvimento. O malware coletava dados da máquina (nome do host, usuário, sistema, e-mail do Git), instalava persistência e abria um túnel reverso para o servidor dos atacantes. Desenvolvedores que instalaram a versão adulterada estão sujeitos a acesso remoto e roubo de credenciais e código.

O que fazer

Atualizar imediatamente para a versão 2.1.314 e varrer o parque com o script de detecção e os IoCs publicados pelo Cursor. Nas máquinas com as versões 2.1.312 ou 2.1.313, isolar o host, remover a chave SSH não autorizada, os scripts de persistência e os processos de túnel; desinstalar a extensão pode não bastar e a reconstrução da máquina deve ser avaliada.

Para o time técnico

Afetados
Anthropic Extensão Claude Code para VS Code comprometida no registro Open VSX e distribuída pelo marketplace de extensões do Cursor IDE; pacote malicioso anthropic.claude-code versão 2.1.313, com persistência v · Versões 2.1.312 e 2.1.313 da extensão anthropic.claude-code no marketplace do Cursor, em macOS, Linux e Windows, por cerca de 11 horas em 29 de outubro. Segundo a Anthropic, as versões não foram publicadas no Microsoft Visual Studio Marketplace, no Open VSX nem no npm, e os canais oficiais não foram afetados.
Exploração
Distribuição confirmada pelo Cursor: no máximo 5.000 usuários; Kevin Beaumont estima cerca de 5.000 sistemas que baixaram as versões. Descoberta pela Phorion. Segundo Cursor e Microsoft, a etapa de habilitar o serviço SSH falhou na maioria dos macOS e Windows por exigir admin, o que impediu login pelo túnel.
Correção
Versões maliciosas removidas do marketplace; Anthropic publicou a 2.1.314; Cursor girou todas as chaves, reconstruiu e reabriu o mercado e derrubou o servidor do atacante junto ao provedor de nuvem. Cursor liberou script de detecção e IoCs. Em hosts afetados: isolar, remover a chave SSH não autorizada, os mecanismos de persistência e os processos de túnel; desinstalar a extensão pode não bastar e a reconstrução deve ser avaliada.
Vetor
Cadeia de suprimento no marketplace do Cursor: cópia adulterada do pacote anthropic.claude-code publicada sob o ID legítimo da extensão. Um IIFE injetado no início do extension.js executa no carregamento do módulo, antes do activate e sem interação do usuário, com as permissões do IDE e do usuário. Sem exploit de elevação de privilégio: usa sudo -n e chamadas de sistema, que falham sem direitos de administrador.
Mais detalhes
Cadeia: o loader coleta reconhecimento do host (hostname, usuário, SO, arquitetura, diretório de trabalho, e-mail global do Git), adiciona chave Ed25519 a ~/.ssh/authorized_keys (permissões 0700 no diretório e 0600 no arquivo), tenta habilitar SSH (systemsetup no macOS, systemctl/service/init.d no Linux, PowerShell com OpenSSH Server no Windows), grava chave privada de túnel em arquivo .stk_* no temporário e conecta de saída ao servidor dos atacantes; persistência via scripts de inicialização e envio de dados por callback atrasado. Bugs do malware: no macOS, systemsetup -getremotelogin sem admin imprime erro de acesso e sai com status 0, o teste /Off/i falha e o script não tenta habilitar o Remote Login; no Windows, a função det fixa /bin/sh. Persistência segue tentando abrir o túnel a cada 60 segundos. Segundo The Hacker News, como os atacantes publicaram sob a identidade da extensão legítima segue sem explicação.

Linha do tempo

  1. Análise da SecurityWeek detalha que a extensão comprometida fazia reconhecimento do host e tentava criar um túnel SSH reverso.

  2. Detalhes do comportamento do pacote malicioso: ficou disponível por cerca de 11 horas em 29 de outubro, coletava informações do sistema, adicionava chave SSH controlada pelo atacante, instalava persistência e tentava abrir um túnel SSH reverso; segundo a Cursor, a porta dos fundos em geral não chega

  3. Cursor confirmou a janela de exposição em 29 de outubro e limitou o impacto a no máximo 5.000 usuários.

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Ver todas as 18 atualizações
  1. Pesquisador alerta que atualizar a extensão não remove a persistência: a chave SSH do atacante e os scripts de inicialização permanecem e seguem tentando abrir túnel a cada 60 segundos; Cursor diz que desinstalar pode não bastar.

  2. Circula alerta de que a versão comprometida instala um backdoor SSH na máquina da vítima para roubo de credenciais.

  3. Novos relatos detalham que a versão maliciosa da extensão plantava backdoors SSH nas máquinas infectadas.

  4. Cursor estima que até 5 mil usuários podem ter recebido a versão maliciosa da extensão.

  5. Análise da amostra maliciosa detalha a persistência: o pacote 2.1.313 planta uma chave SSH, abre um túnel reverso e instala scripts de inicialização; a amostra analisada visava o macOS em Apple Silicon.

  6. Pesquisador Chris Wysopal comentou o caso citando Kevin Beaumont: o malware da extensão comprometida funcionava como cavalo de Troia de acesso remoto nas máquinas das vítimas.

  7. Caso da extensão comprometida ganha nova discussão na comunidade de segurança no r/netsec.

  8. Cursor delimita o escopo: só a versão 2.1.313 do marketplace, em janela de 11 horas em 29 de outubro, e orienta vítimas a remover backdoor e scripts de persistência.

  9. A versão maliciosa v2.1.313 foi distribuída como atualização sob o ID legítimo da extensão Claude Code e instalava chave SSH não autorizada, túnel SSH reverso e mecanismos de persistência, além de enviar dados do sistema ao servidor dos atacantes; o acesso SSH geralmente falhava sem direitos de admi

  10. The Hackers News detalha que a atualização trojanizada era a versão 2.1.313; como os atacantes a publicaram sob a identidade da extensão legítima segue sem explicação.

  11. Pesquisadores detalham que o malware instalava uma backdoor SSH persistente e que o caso foi rastreado à invasão do Cursor Marketplace, retirado do ar para remoção.

  12. Novos detalhes técnicos: um loader malicioso injetado na versão 2.1.313 instalava backdoor SSH persistente, adicionava a chave SSH dos atacantes e enviava dados da máquina.

  13. Cursor vincula a extensão maliciosa ao marketplace do seu IDE, limita o impacto a até 5 mil usuários e confirma que o mercado foi tirado do ar.

  14. Relato em rede social detalha que a versão comprometida instalava um backdoor SSH por uma breve janela de tempo.

  15. Incidente aberto.

Fontes 15 fontes

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