Ataques a freezers na Europa chegam a banco de sangue francês
Atacantes elevam a temperatura de freezers conectados à internet em supermercados e empresas de alimentos em 13 países europeus e agora atingiram o serviço de sangue francês EFS: a invasão passou pela Coolworld, contratada que mantém os contêineres, e freezers de amostras de doadores foram reprogramados de -30°C para 110°C. Um técnico percebeu a mudança a tempo e o Ministério da Saúde francês afirma que não houve impacto operacional. Organizações com refrigeração conectada devem restringir o acesso remoto aos controladores e monitorar alarmes de temperatura.
O que aconteceu
Atacantes invadiram controladores de refrigeração ligados à internet e elevaram a temperatura de freezers até 50 °C, forçando mais de 100 lojas em pelo menos nove países a descartar alimentos na madrugada de 2 de novembro. É a segunda onda: em outubro, cerca de 700 supermercados na França foram atingidos, segundo o Ministério Público de Paris. O jornal Le Canard Enchaîné relata que a campanha alcançou o serviço de sangue francês EFS pela contratada Coolworld, com freezers reprogramados de -30 °C para 110 °C e detectados antes do dano.
Por que importa
Supermercados perderam estoque inteiro de congelados e o prejuízo deve chegar a milhões, segundo o BNO; o comissário de agricultura da UE chama os ataques de tentativa deliberada de perturbar a cadeia de alimentos. Os alvos são controladores antigos de Danfoss, Copeland e Dixell sem atualização de segurança, usados por varejo, açougues e agora infraestrutura médica. Qualquer empresa com refrigeração conectada está exposta a perda física de estoque, além de risco de dados.
O que fazer
Siga a orientação da Danfoss de 13 de outubro: cortar a internet dos sistemas de refrigeração e reconectar só por rede segura. Levante quantas interfaces de gerenciamento estão expostas, a Censys contou mais de 1.000 Danfoss StoreView no mundo, e monitore alarmes de temperatura. Planeje substituir ou isolar equipamentos legados; a instaladora Sabcobel diz que as unidades afetadas exigem modificação física, não apenas atualização de software.
Para o time técnico
- Afetados
- Danfoss Controladores de refrigeração conectados à internet fabricados pela Danfoss, sem atualizações de segurança; supermercados e empresas de alimentos em 13 países europeus, da Irlanda à Romênia, e agora t · Controladores Danfoss AK-SM e AK-SC; o CERT-FR ampliou o alerta para sistemas Copeland e Dixell XWEB. Equipamento Copeland também visado na Bélgica, segundo a NOS. Danfoss afirma que a maioria das unidades invadidas eram produtos legados fora de suporte; a Censys mapeou mais de 1.000 interfaces Danfoss StoreView expostas no mundo, com 220 na França, 138 na Bélgica, 51 nos Países Baixos e 50 na Suécia.
- Exploração
- Exploração ativa confirmada por varejistas e agências. Primeira onda na noite de 11 para 12 de outubro: cerca de 700 vítimas na França, segundo o Ministério Público de Paris, incluindo Intermarché, Carrefour, Coopérative U e Monoprix. Segunda onda na madrugada de 2 de novembro: mais de 100 lojas na Bélgica, Estônia, Irlanda, Luxemburgo, Países Baixos e Suécia, com problemas também na Finlândia, Itália e Portugal; o NCSC do Reino Unido confirma algumas instâncias exploradas na Grã-Bretanha. O Ministério Público federal belga abriu investigação; nenhum grupo reivindicou.
- Correção
- Sem patch para os modelos legados: Danfoss diz que a maioria das unidades invadidas não recebe mais atualização e Beaumont nota que muitas são fim de vida sem correção disponível. Mitigação da Danfoss (13 de outubro): cortar a internet dos sistemas e reconectar apenas por rede segura; a Sabcobel afirma que as unidades afetadas também precisam de modificação física. A Censys estima que parte das instâncias expostas roda firmware corrigido: 41% na França, 68% na Bélgica, 37% nos Países Baixos e 58% na Suécia.
- Vetor
- Interface de gerenciamento de controladores de refrigeração acessível pela internet, em maioria equipamentos legados sem correção; os atacantes forçaram o ciclo de degelo dos evaporadores e reprogramaram temperaturas de até 50 °C (70 °C segundo o BNO). A Lupovis registrou, de 20 a 30 de outubro, tentativas de login com credenciais padrão de fábrica documentadas publicamente pela Danfoss e fingerprinting de componentes, todas rejeitadas por seus sensores, com pico em 26 de outubro. O pesquisador Kevin Beaumont afirma que todo freezer atingido na segunda onda tinha interface de gerenciamento alcançável pela internet.
- Mais detalhes
- A Claroty alertou em agosto que as unidades corriam risco de invasão remota. A exposição na França caiu de 1.825 para 220 interfaces Danfoss após os ataques de outubro, segundo a Censys. A CCB da Bélgica diz temer uso direcionado de IA nos ataques, mas não sabe se houve; também desconhece os autores. Danfoss citou campanhas anteriores com seus controladores: supermercados russos no início da invasão da Ucrânia e 40 lojas em Israel sem firewall ou VPN. O Cyber Resilience Act da UE exigirá suporte do fabricante a partir de dezembro de 2027; a UE discutirá os ataques na próxima reunião do Security College, e o NCSC da Suécia monitora o caso com países europeus.
Linha do tempo
Le Canard Enchaîné detalha o ataque ao serviço de sangue EFS: entrada pela Coolworld, freezers de amostras de doadores reprogramados de -30°C a 110°C e, segundo o Ministério da Saúde, nenhum impacto operacional.
Relatos apontam escalada da campanha para infraestrutura médica: invasores atacaram a Coolworld, contratante do banco de sangue nacional francês, e elevaram a temperatura de freezers de plasma de -30 °C a 110 °C, detectado antes de dano.
Segunda onda em semanas atinge supermercados britânicos, após a primeira na França.
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Campanha se espalha para 13 países europeus, da Irlanda à Romênia, com unidades levadas a 50 °C; ninguém reivindicou os ataques e não há indicadores de comprometimento publicados.
Novas reportagens indicam que o ataque a sistemas de refrigeração, com mudança de temperatura nos freezers, atinge supermercados em vários países da Europa, em onda semelhante ao caso dos varejistas franceses no mês passado.
O NCSC do Reino Unido confirmou algumas instâncias de tecnologia vulnerável explorada na Grã-Bretanha, após os ataques que estragaram milhões de euros em alimentos na Europa, segundo a BBC.
Relatos detalham o impacto do ataque: freezers chegando a 50 °C, carne apodrecendo, sorvete derretido e lojas descartando todo o estoque estragado.
Post em rede social afirma que ataques a freezers deixam prateleiras vazias em nove países, incluindo Luxemburgo, Países Baixos, Polônia, Irlanda, Finlândia e Estônia além dos já conhecidos.
Nova onda na noite de 2 de novembro amplia os ataques à Estônia e a outros países, com lojas descartando alimentos.
SecurityWeek relata nova onda: mais de 100 lojas atingidas, incluindo a Irlanda além de Bélgica e Suécia.
Veículo de segurança reporta segunda onda de ataques: invasores mudaram remotamente o resfriamento, em alguns casos a 50°C, e lojas precisaram descartar alimentos.
Relatos em redes sociais indicam que o ataque a unidades de refrigeração teria alcançado sete países europeus, incluindo também Países Baixos, Luxemburgo, Irlanda, Finlândia e Estônia.
UE classifica o caso como tentativa deliberada de perturbar a cadeia de suprimentos de alimentos; ataque agora atinge lojas em mais de oito países.
CNBC relata que o ataque derrubou geladeiras e freezers em dezenas de supermercados na Bélgica e no Luxemburgo.
Post em rede social sobre a segunda onda cita mais de 500 frigoríficos desativados na Europa em menos de um mês, com perda de alimentos.
Reuters reporta nova onda do ataque, com lojas atingidas da Suécia à Bélgica, ecoando caso na França no mês passado; relato de técnico dos sistemas aponta firmware desatualizado, controladores expostos em IP público e uso do ciclo de degelo para elevar a temperatura.
Lote identifica controladores Danfoss sem atualizações de segurança como alvo, com confirmação de Ahold Delhaize e Colruyt e alerta da agência de cibersegurança de Israel ao varejo.
Centro de cibersegurança da Suécia confirma investigação; relatos citam sete países atingidos e mais de 50 lojas afetadas só na Bélgica, com perda total de alimentos em algumas unidades.
Publicação no X sugere que geladeiras de supermercados na Polônia também podem ter sido atingidas pela onda, alegação ainda sem confirmação.
Novos relatos descrevem ataques simultâneos a freezers em cinco países; na Suécia, lojas ICA Kuantum em Sjöbo e Tomelilla e ao menos seis lojas Coop foram atingidas, uma delas com equipamentos ajustados para 50°C, e toneladas de alimentos tiveram de ser descartadas.
Lote acrescenta ataque noturno a um produtor de alimentos dinamarquês, bloqueado a tempo pelo fornecedor de refrigeração, e alerta da agência de segurança civil da Dinamarca para corrigir controladores e restringir o acesso à internet.
Relatos adicionam a Finlândia à lista de países afetados e citam mais de 40 supermercados atingidos na Bélgica e no Luxemburgo, com grandes perdas de alimentos; publicações atribuem a manipulação das temperaturas a uma falha em software de controle de refrigeração.
Novo relato inclui a Finlândia entre os países atingidos e cita temperaturas de cerca de 50 °C; também menciona falha de subestação em Washington, sem confirmação de ataque.
O Daily Telegraph contabiliza cerca de 70 lojas atingidas no continente e reporta alerta no Reino Unido por temores de segurança alimentar.
Publicação reafirma a segunda onda do ataque e acrescenta Carrefour e Spar entre as redes belgas atingidas, com ativação remota do modo degelo elevando temperaturas a até 50 °C.
Reino Unido coloca refrigeradores do Tesco e do Sainsbury's em alerta preventivo; relatos sobre a campanha citam temperaturas de até 80 °C.
Lote acrescenta Irlanda e Países Baixos à lista de países e data a nova onda entre 1º e 2 de novembro.
BleepingComputer repercute a interrupção dos sistemas de refrigeração em supermercados europeus, sem detalhes novos além da cobertura já registrada.
TechCrunch confirma a segunda onda em um mês, com alimentos estragados e fornecimento interrompido em vários países europeus.
Novos relatos elevam a onda para mais de 70 lojas em uma noite, acrescentam ao menos seis lojas Coop na Suécia e citam a investigação do Pentágono sobre mais de sete bases militares dos EUA.
The Record relata uma segunda onda de ataques suspeitos a freezers de supermercados em vários países da Europa na segunda-feira.
Onda chega à Estônia, após casos na Bélgica, Suécia e Luxemburgo: freezer de grande rede elevado a +50 °C, e CEO da Kitman Coldtech cita vários clientes visados via controladores antigos.
Rede Coop entra como afetada na Suécia ao lado da ICA; gerente de loja em Sjöbo relata descarte de alimentos congelados avaliados em centenas de milhares de coroas.
Incidente aberto.
Fontes 29 fontes
- @BNODesk @BNODesk
- @CoffeReport @CoffeReport
- @coinbureau @coinbureau
- @InsiderGeo @InsiderGeo
- Second wave of suspected cyberattacks hits supermarket freezers across Europe The Record
Ver todas as 30 fontes
- @TGLetter @TGLetter
- @visegrad24 @visegrad24
- @MarioNawfal @MarioNawfal
- @BullTheoryio @BullTheoryio
- A fresh wave of cyberattacks has hit Europe's supermarket refrigerators, destroying food across countries TechCrunch Security
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