Ilustração: Ataques a freezers na Europa chegam a banco de sangue francês
Danfoss Controladores de refrigeração… · Vazamento

Ataques a freezers na Europa chegam a banco de sangue francês

· 6 min de leitura

Atacantes elevam a temperatura de freezers conectados à internet em supermercados e empresas de alimentos em 13 países europeus e agora atingiram o serviço de sangue francês EFS: a invasão passou pela Coolworld, contratada que mantém os contêineres, e freezers de amostras de doadores foram reprogramados de -30°C para 110°C. Um técnico percebeu a mudança a tempo e o Ministério da Saúde francês afirma que não houve impacto operacional. Organizações com refrigeração conectada devem restringir o acesso remoto aos controladores e monitorar alarmes de temperatura.

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Neste artigo
  1. O que aconteceu
  2. Por que importa
  3. O que fazer
  4. Para o time técnico
  5. Linha do tempo
  6. Fontes

O que aconteceu

Atacantes invadiram controladores de refrigeração ligados à internet e elevaram a temperatura de freezers até 50 °C, forçando mais de 100 lojas em pelo menos nove países a descartar alimentos na madrugada de 2 de novembro. É a segunda onda: em outubro, cerca de 700 supermercados na França foram atingidos, segundo o Ministério Público de Paris. O jornal Le Canard Enchaîné relata que a campanha alcançou o serviço de sangue francês EFS pela contratada Coolworld, com freezers reprogramados de -30 °C para 110 °C e detectados antes do dano.

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Por que importa

Supermercados perderam estoque inteiro de congelados e o prejuízo deve chegar a milhões, segundo o BNO; o comissário de agricultura da UE chama os ataques de tentativa deliberada de perturbar a cadeia de alimentos. Os alvos são controladores antigos de Danfoss, Copeland e Dixell sem atualização de segurança, usados por varejo, açougues e agora infraestrutura médica. Qualquer empresa com refrigeração conectada está exposta a perda física de estoque, além de risco de dados.

O que fazer

Siga a orientação da Danfoss de 13 de outubro: cortar a internet dos sistemas de refrigeração e reconectar só por rede segura. Levante quantas interfaces de gerenciamento estão expostas, a Censys contou mais de 1.000 Danfoss StoreView no mundo, e monitore alarmes de temperatura. Planeje substituir ou isolar equipamentos legados; a instaladora Sabcobel diz que as unidades afetadas exigem modificação física, não apenas atualização de software.

Para o time técnico

Afetados
Danfoss Controladores de refrigeração conectados à internet fabricados pela Danfoss, sem atualizações de segurança; supermercados e empresas de alimentos em 13 países europeus, da Irlanda à Romênia, e agora t · Controladores Danfoss AK-SM e AK-SC; o CERT-FR ampliou o alerta para sistemas Copeland e Dixell XWEB. Equipamento Copeland também visado na Bélgica, segundo a NOS. Danfoss afirma que a maioria das unidades invadidas eram produtos legados fora de suporte; a Censys mapeou mais de 1.000 interfaces Danfoss StoreView expostas no mundo, com 220 na França, 138 na Bélgica, 51 nos Países Baixos e 50 na Suécia.
Exploração
Exploração ativa confirmada por varejistas e agências. Primeira onda na noite de 11 para 12 de outubro: cerca de 700 vítimas na França, segundo o Ministério Público de Paris, incluindo Intermarché, Carrefour, Coopérative U e Monoprix. Segunda onda na madrugada de 2 de novembro: mais de 100 lojas na Bélgica, Estônia, Irlanda, Luxemburgo, Países Baixos e Suécia, com problemas também na Finlândia, Itália e Portugal; o NCSC do Reino Unido confirma algumas instâncias exploradas na Grã-Bretanha. O Ministério Público federal belga abriu investigação; nenhum grupo reivindicou.
Correção
Sem patch para os modelos legados: Danfoss diz que a maioria das unidades invadidas não recebe mais atualização e Beaumont nota que muitas são fim de vida sem correção disponível. Mitigação da Danfoss (13 de outubro): cortar a internet dos sistemas e reconectar apenas por rede segura; a Sabcobel afirma que as unidades afetadas também precisam de modificação física. A Censys estima que parte das instâncias expostas roda firmware corrigido: 41% na França, 68% na Bélgica, 37% nos Países Baixos e 58% na Suécia.
Vetor
Interface de gerenciamento de controladores de refrigeração acessível pela internet, em maioria equipamentos legados sem correção; os atacantes forçaram o ciclo de degelo dos evaporadores e reprogramaram temperaturas de até 50 °C (70 °C segundo o BNO). A Lupovis registrou, de 20 a 30 de outubro, tentativas de login com credenciais padrão de fábrica documentadas publicamente pela Danfoss e fingerprinting de componentes, todas rejeitadas por seus sensores, com pico em 26 de outubro. O pesquisador Kevin Beaumont afirma que todo freezer atingido na segunda onda tinha interface de gerenciamento alcançável pela internet.
Mais detalhes
A Claroty alertou em agosto que as unidades corriam risco de invasão remota. A exposição na França caiu de 1.825 para 220 interfaces Danfoss após os ataques de outubro, segundo a Censys. A CCB da Bélgica diz temer uso direcionado de IA nos ataques, mas não sabe se houve; também desconhece os autores. Danfoss citou campanhas anteriores com seus controladores: supermercados russos no início da invasão da Ucrânia e 40 lojas em Israel sem firewall ou VPN. O Cyber Resilience Act da UE exigirá suporte do fabricante a partir de dezembro de 2027; a UE discutirá os ataques na próxima reunião do Security College, e o NCSC da Suécia monitora o caso com países europeus.

Linha do tempo

  1. Le Canard Enchaîné detalha o ataque ao serviço de sangue EFS: entrada pela Coolworld, freezers de amostras de doadores reprogramados de -30°C a 110°C e, segundo o Ministério da Saúde, nenhum impacto operacional.

  2. Relatos apontam escalada da campanha para infraestrutura médica: invasores atacaram a Coolworld, contratante do banco de sangue nacional francês, e elevaram a temperatura de freezers de plasma de -30 °C a 110 °C, detectado antes de dano.

  3. Segunda onda em semanas atinge supermercados britânicos, após a primeira na França.

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Ver todas as 34 atualizações
  1. Campanha se espalha para 13 países europeus, da Irlanda à Romênia, com unidades levadas a 50 °C; ninguém reivindicou os ataques e não há indicadores de comprometimento publicados.

  2. Novas reportagens indicam que o ataque a sistemas de refrigeração, com mudança de temperatura nos freezers, atinge supermercados em vários países da Europa, em onda semelhante ao caso dos varejistas franceses no mês passado.

  3. O NCSC do Reino Unido confirmou algumas instâncias de tecnologia vulnerável explorada na Grã-Bretanha, após os ataques que estragaram milhões de euros em alimentos na Europa, segundo a BBC.

  4. Relatos detalham o impacto do ataque: freezers chegando a 50 °C, carne apodrecendo, sorvete derretido e lojas descartando todo o estoque estragado.

  5. Post em rede social afirma que ataques a freezers deixam prateleiras vazias em nove países, incluindo Luxemburgo, Países Baixos, Polônia, Irlanda, Finlândia e Estônia além dos já conhecidos.

  6. Nova onda na noite de 2 de novembro amplia os ataques à Estônia e a outros países, com lojas descartando alimentos.

  7. SecurityWeek relata nova onda: mais de 100 lojas atingidas, incluindo a Irlanda além de Bélgica e Suécia.

  8. Veículo de segurança reporta segunda onda de ataques: invasores mudaram remotamente o resfriamento, em alguns casos a 50°C, e lojas precisaram descartar alimentos.

  9. Relatos em redes sociais indicam que o ataque a unidades de refrigeração teria alcançado sete países europeus, incluindo também Países Baixos, Luxemburgo, Irlanda, Finlândia e Estônia.

  10. UE classifica o caso como tentativa deliberada de perturbar a cadeia de suprimentos de alimentos; ataque agora atinge lojas em mais de oito países.

  11. CNBC relata que o ataque derrubou geladeiras e freezers em dezenas de supermercados na Bélgica e no Luxemburgo.

  12. Post em rede social sobre a segunda onda cita mais de 500 frigoríficos desativados na Europa em menos de um mês, com perda de alimentos.

  13. Reuters reporta nova onda do ataque, com lojas atingidas da Suécia à Bélgica, ecoando caso na França no mês passado; relato de técnico dos sistemas aponta firmware desatualizado, controladores expostos em IP público e uso do ciclo de degelo para elevar a temperatura.

  14. Lote identifica controladores Danfoss sem atualizações de segurança como alvo, com confirmação de Ahold Delhaize e Colruyt e alerta da agência de cibersegurança de Israel ao varejo.

  15. Centro de cibersegurança da Suécia confirma investigação; relatos citam sete países atingidos e mais de 50 lojas afetadas só na Bélgica, com perda total de alimentos em algumas unidades.

  16. Publicação no X sugere que geladeiras de supermercados na Polônia também podem ter sido atingidas pela onda, alegação ainda sem confirmação.

  17. Novos relatos descrevem ataques simultâneos a freezers em cinco países; na Suécia, lojas ICA Kuantum em Sjöbo e Tomelilla e ao menos seis lojas Coop foram atingidas, uma delas com equipamentos ajustados para 50°C, e toneladas de alimentos tiveram de ser descartadas.

  18. Lote acrescenta ataque noturno a um produtor de alimentos dinamarquês, bloqueado a tempo pelo fornecedor de refrigeração, e alerta da agência de segurança civil da Dinamarca para corrigir controladores e restringir o acesso à internet.

  19. Relatos adicionam a Finlândia à lista de países afetados e citam mais de 40 supermercados atingidos na Bélgica e no Luxemburgo, com grandes perdas de alimentos; publicações atribuem a manipulação das temperaturas a uma falha em software de controle de refrigeração.

  20. Novo relato inclui a Finlândia entre os países atingidos e cita temperaturas de cerca de 50 °C; também menciona falha de subestação em Washington, sem confirmação de ataque.

  21. O Daily Telegraph contabiliza cerca de 70 lojas atingidas no continente e reporta alerta no Reino Unido por temores de segurança alimentar.

  22. Publicação reafirma a segunda onda do ataque e acrescenta Carrefour e Spar entre as redes belgas atingidas, com ativação remota do modo degelo elevando temperaturas a até 50 °C.

  23. Reino Unido coloca refrigeradores do Tesco e do Sainsbury's em alerta preventivo; relatos sobre a campanha citam temperaturas de até 80 °C.

  24. Lote acrescenta Irlanda e Países Baixos à lista de países e data a nova onda entre 1º e 2 de novembro.

  25. BleepingComputer repercute a interrupção dos sistemas de refrigeração em supermercados europeus, sem detalhes novos além da cobertura já registrada.

  26. TechCrunch confirma a segunda onda em um mês, com alimentos estragados e fornecimento interrompido em vários países europeus.

  27. Novos relatos elevam a onda para mais de 70 lojas em uma noite, acrescentam ao menos seis lojas Coop na Suécia e citam a investigação do Pentágono sobre mais de sete bases militares dos EUA.

  28. The Record relata uma segunda onda de ataques suspeitos a freezers de supermercados em vários países da Europa na segunda-feira.

  29. Onda chega à Estônia, após casos na Bélgica, Suécia e Luxemburgo: freezer de grande rede elevado a +50 °C, e CEO da Kitman Coldtech cita vários clientes visados via controladores antigos.

  30. Rede Coop entra como afetada na Suécia ao lado da ICA; gerente de loja em Sjöbo relata descarte de alimentos congelados avaliados em centenas de milhares de coroas.

  31. Incidente aberto.

Fontes 29 fontes

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